Em um mundo onde pouco tempo sobra para observação e reflexão, o ritmo de vida é cada mais mais
frenético e as pessoas tendem a se viciar em receber estímulos; muitos jovens veem a leitura como algo extremamente monótono em comparação com o uso de todos os artefatos tecnológicos disponíveis; o ato extremamente simples de visualizar uma simples folha de papel, apenas com símbolos alfabéticos, sem ilustração alguma, não chama a atenção.
Se alguém não é iniciado em tal hábito prematuramente, torná-se difícil despertar o interesse por ler em uma idade mais avançada; a melhor maneira de criar aversão por essa atividade é torná-la obrigatória. Aqueles que trabalham na área da educação, volta e meia, precisam buscar formas de motivar os educandos a tornarem-se leitores, e tal deve ser feito de modo democrático, sem imposições. Nossa vida interior é enriquecida sobremaneira mediante o que lemos. É necessário mostrar que a simplicidade também pode ser estimulante; a leitura nos trás um tipo de prazer sereno e reflexivo, que desperta a consciência de nós mesmos e da realidade circundante, mesmo quando feita com vistas ao entretenimento.

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