quinta-feira, 13 de junho de 2013

      Situação de Aprendizagem.
      Texto: "Meu Primeiro Beijo"   de Antonio Barreto
    
      Início (sensibilização): Apresentação de vídeo ou slides mostrando cenas de filmes, novelas, propagandas em diferentes mídias, documentários,  mostrando  "o beijo através da história" e como a  sociedade vivencia esse tema desde o início do século 20 até hoje. Pode-se também debater de que forma  o ato de beijar é visto em diferentes culturas, não só em relacionamentos amorosos, como também, para socialização; por exemplo, em certas culturas do oriente, homens podem se cumprimentar com beijos nas faces.
      - Pré-leitura: Troca de experiências: "o que o título evoca?" ; "experiências pessoais"; com base no filme ou apresentação de slides a que se assistiu, cogitar quais as possíveis diferenças entre o beijo na década de 1970 (quando o conto foi escrito) e atualmente, etc.
      - Leitura do conto
      - Pós-leitura:
      O conto correspondeu às expectativas?
       Análise de alguns termos  e situações do conto; por exemplo, o porquê do apelido "Culta", quem foi Paracelso, os jovens apaixonados ainda se comunicam por bilhetinhos atualmente ou há outro meio mais moderno, etc.
       - Atividades possíveis:
        Em grupo: usando o texto como "gancho", pesquisar que reações (fisiológicas, psíquicas, químicas...) uma pessoa sofre durante um beijo. Verificar o que especialistas, como psícólogos, dizem sobre o tema, abordar cuidados para preservar a saúde, etc.
        Individualmente: os educandos podem "entrevistar" os pais ou pessoas mais velhas e transcrever experiências desses sobre o tema, em forma de um  relato  com comentário do aluno.
        Socializar os trabalhos em classe, na forma de debate ou seminários.
         Como produto final, os grupos podem produzir cartazes para exposição, mas com  temas diferentes para cada um. Pode-se focar o beijo em diferentes culturas, através do século passado até a presente década, ou o que for sugerido pelos educandos.





sexta-feira, 7 de junho de 2013


        




Meus primeiros passos no mundo da leitura...

  
            Há pouco tempo deparei-me com um seriado norte-americano, "Human Target": "Alvo Humano". Fiquei curioso, pois o título fez-me recordar uma das primeiras histórias em quadrinhos que li; tinha sete anos na época e sequer tinha terminado o primeiro ano do  ensino fundamental. Estava em um gibi do Superman no qual havia uma coletânea de diferentes histórias. Aquela que mais me marcou  era a da personagem Christopher Chance; entre tantos heróis com poderes ou habilidades especiais, Chance era um homem comum que assumia o lugar de pessoas ameaçadas de morte  disfarçando-se como elas e assumindo todos os riscos até, se possível, deter o possível assassino e resolver o caso; mesmo com minha pouca idade fiquei fascinado pelas nuanças psicológicas do enredo, embora não de forma consciente, como aconteceria hoje   . Um bom tempo após, uma produtora, baseando-se na ideia, cria o seriado, modificando a personagem central, acrescentando outras e lançando uma boa diversão, despretensiosa, mas agradável de se assistir, com algumas cenas de ação e violência, é verdade, mas visando completar o roteiro, e não o contrário como é comum em grande parte das produções atuais.
         Por que estou comentando isso? Procuro ler um livro por mês ao menos, é um vício do qual não consigo e nem pretendo livrar-me. Como aconteceu com muitos outros, as histórias em quadrinhos foram o primeiro passo no desenvolvimento de minha competência  leitora e acho importante que educadores busquem motivar  alunos que estão descobrindo o prazer de ler com tal "ferramenta", como, álias, é feito atualmente. Claro que não se pode parar por ai, é o início de uma jornada longa e enriquecedora; Ziraldo, em "O Menino Quadradinho", retrata magistralmente este processo.
       Mas não abandonei os quadrinhos. Praticamente, não se considera mais que "gibi é coisa de criança". Conceitos dos mais variados podem ser abordados por este tipo de arte, certas vezes forçando-nos a considerar as coisas de uma forma inédita. Sugiro que quem ainda acha que histórias em quadrinhos não podem ser uma literatura de boa qualidade, voltada ao público adulto,  leia dois ingleses (sem desconsiderar muitos outros bons roteristas, inclusive aqui no Brasil) : qualquer coisa escrita por Alan Moore e "As Aventuras de Luther Arkwright", escrita e ilustrada por Brian Talbot.
       Por outro lado, sabendo que eu era um leitor contumaz, uma vizinha deu-me um exemplar de "Dom Casmurro" quando eu tinha nove anos. Foi horrível, detestei de coração aquele livro; por sorte o gosto pela leitura já estava profundamente imbuído em mim. Só muitos anos após vim a redescobrir Machado de Assis, e então já tinha maturidade para apreciar a genialidade do mestre.  
      Em suma: como é de consenso, o ato de ler abrange um escopo vastíssimo; o que percebo, pela minha própria experiência e de outros,  é que não se pode impor nenhum tipo de leitura à criança ou ao jovem nas fases iniciais deste processo, pois corre-se o risco de criar um "não-leitor".

Por que ler?

         Em um mundo onde pouco tempo sobra para observação e reflexão, o ritmo de vida é cada mais mais      
frenético e as pessoas tendem a se viciar em receber estímulos; muitos jovens veem a leitura como algo extremamente monótono em comparação com o uso de todos os artefatos tecnológicos disponíveis; o ato extremamente simples de visualizar uma simples folha de papel, apenas com símbolos alfabéticos, sem ilustração alguma, não chama a atenção.
         Se alguém não é iniciado em tal hábito prematuramente, torná-se difícil despertar o interesse por ler em uma idade mais avançada; a melhor maneira de criar aversão por essa  atividade é torná-la obrigatória. Aqueles que trabalham na área da educação, volta e meia, precisam buscar formas de motivar os educandos a tornarem-se leitores, e  tal deve ser feito de modo democrático, sem imposições. Nossa vida interior é enriquecida sobremaneira mediante o que lemos. É necessário mostrar que a simplicidade também pode ser estimulante; a leitura nos trás um tipo de prazer sereno e reflexivo, que desperta a consciência  de nós mesmos e da realidade circundante, mesmo quando feita com vistas ao entretenimento.